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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

O Poeta Flaviense e amigos

20
Dez09

 

 

 

  Lançamento da sua última obra PÉRIPLO

 


 

 

POEMAS TRASMONTANOS   -  1978

 

A Z E I T O N A S

 

 

Azeitonas pretas

No frio apanhadas,

São horas de lida

Nos dedos marcadas.

 

Caroço no dente,

Proveito na mesa,

São osso do pobre,

São ouro e riqueza.

 

Se ardem, há febre.

Delida amargura.

Lâmpada votiva

Lembra a sepultura.

 

Antes vê-las altas,

E a vara partida:

Azeitonas verdes,

Esp'rança de vida.

 

 

Edgar Carneiro
 

rua da casa nova

13
Dez09

      Chegar à Granjinha em tempo de Inverno...noutros tempos!

                               

   

    Há umas décadas atrás, quando o acesso mais viável para chegar à Granjinha  era a pé (butes), porque "carro" dificilmente lá aparecia, era pelo Alto da Forca, seguindo por um estreito caminho depois da Quinta do Freire, chegava-se aos  lameiros, por onde no Inverno corria o rigueiro vindo do Franjaneiro !

    Se o rigueiro deixasse, em ultimo caso por cima das paredes, ou então pelas hortas lá bem junto à "Fonte da Moura", por aqui sempre  com um arrepiozito, não fosse ela tecê-las...

    Punha-se pé em terreno seguro no fundo da ladeira, passava-se rente à Quinta do Botas, e lá chegávamos ao alto das Carvalhas ou Carvalhos ou melhor dito à casa nova, na Granjinha!

    Iniciava aí a rua da casa nova a desembocar no "Largo do Carvalho". local onde foi tirada esta fotografia...

   Era pois por aqui o acesso principal à Granjinha, por terra enlameada, sem estas "modernices" do paralelo e com o caminho ainda mais estreito, mas que o saudoso vizinho do lado esquerdo, deixou que se procedesse ao alargamento do caminho para o seu terreno, para poder circular pelo menos uma viatura  ou máquina agrícola de forma fácil.

     Nesses tempos "lutava-se" para alargar caminhos, para poder circular pelo menos uma viatura. Agora quem constrói nesta aldeia, tenta vedar e tapar ou pelo baldio ou estreitar caminho público!

    Basta olhar para o "Campo", parece que o embuste e o abuso é para continuar...

   Este é o tempo que ninguém consegue ímpor sequer que se cumpra  a lei!          

    Mas qual Lei ?

   Olha o milagre se uns roubam milhões, que diferença há-de fazer se metermos um palmito de terra do domínio público para a nossa cerca em prejuízo do que é de todos...

    Mas recordando ainda os outros acessos à Granjinha, estes eram ainda mais impraticáveis. Pelo Franjaneiro, actual acesso, o rigueiro ía alto, pelo Bairro da Várzea  o acesso barrento já perto da aldeia impedia a circulação e os automóveis muitas vezes que vinham à Várzea ficavam junto à estrada de Braga impedidos de subir a rampa.

     Havia ainda uma hipótese, a Veiga da Granja !

     Bem, por aí a água abundante vinda do Cando, corria pelo joelho...

 

AMANHÃ !

02
Dez09

 

      Edgar Carneiro,  poeta, 96 anos de idade, natural de Chaves, vai lançar, amanhã dia 3 de Dezembro, quinta-feira, às 15 horas, na Junta de Freguesia de Espinho, o seu último livro de poesia, intitulado Périplo.
A iniciativa terá o apoio logístico da Universidade Sénior local.
      O livro será apresentado por Anthero Monteiro poeta e escritor espinhense.

 

 

 

AMANHÃ


                                                 Amanhã inda é hoje

                                                 Por ser d'ontem

                                                 a memória que vem

                                                 ao pensamento

                                                 não de guerra ou de pranto

                                                 mas do calor

                                                 daquela noite fria

                                                 quando

                                                 se vinha alarme de tormenta

                                                  maior era o prazer

                                                  de ouvir ao longe o mar

                                                  e a ventania.


                                                                 Edgar Carneiro - Poeta Flaviense

                                                                                               “ Depois de amanhã " (2003)

 

    O blog Granginha/Cando associa-se ao evento, através do amigo Luís Fernandes e deseja que o próximo périplo do poeta, contrarie o dicionário e seja à volta das serranias da sua terra...